O velho galo

Um velho fazendeiro tinha um galo igualmente velho, o galo Vilela, que já não dava conta do recado. Com pena do Vilela, o fazendeiro em vez de fazer canja com ele decidiu ir ao mercado e trazer um galeiró novo e potente para galar as galinha que o velho Vilela, já não cobria.
Chega o fazendeiro com o galeiró e diz:
Vilela

– Vilela, trouxe-te aqui um ajudante. Apresenta-o aí às galinhas.

O galeiró mal entra na capoeira salta logo à bruta para cima de uma galinha e come-a a seco. Aí o Vilela diz:
– Que merda é essa rapazinho?
Responde o galeiró:
– Então cota, isto comigo é sempre a aviar!
– Nada disso, rapazote, aqui não há putaria, isto é um galinheiro feminista. Aqui respeitamos as moças e somos educados. Vamos lá fazer isto como deve ser. Antes de montar se pede “Com licença.” e depois de montar diz-se “Obrigado!”.
O galeiró contrariado concorda, colocam as galinhas em fila a começa o Vilela numa ponta e o galeiró na outra. Lá vai o Vilela nas calmas:
– Commm licençaaaa! Obrigaaaadoooo! Commm licençaaaa! Obrigaaaadoooo!
Enquanto isso na outra ponta o galeiró avança intrépido:
– Comlicença! Obrigado! Comlicença! Obrigado! Comlicença! Obrigado! Comlicença! Obrigado!
E o Vilela:
– Coooommm liiiceeeençaaaa! Obriiiigaaaadoooo!

Galeiró

E na outra ponta o galeiró sempre a bombar:
– Comlicença! Obrigado! Comlicença! Obrigado! Comlicença!Obrigado!
Desculpa Vilela!
Comlicença! Obrigado! Comlicença! Obrigado!

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