A ordem libertária, A vida filosófica de Albert Camus

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14 “… como nos podemos conduzir quando não se acredita nem em Deus nem na razão.”
17 – Ultrapassar o nihilismo pela fidelidade à Terra, pela memória da infância, por uma inscrição na ancestralidade e uma filosofia positiva.
24 – “Para ele [o filósofo] o verbo faz-se carne, acto, acção, senão não serve para nada.
25 – “A lenda de Camus é negativa: ela diz mal de um homem bom- como a de Freud é positiva, diz bem de um homem mau.”
27 – Camus: “Há assim uma vontade de viver sem recusar nada da vida que é a virtude que honro mais neste mundo.”
30 – A assinatura existencial de Camus é a intolerância a toda a forma de injustiça.
33 – “Não é fácil tornar-mo-nos o que somos.”
35 – Pena de morte: “Os homens denominam esta vingança , a justiça” ( 6 lts de sangue)
36 – “… indivíduos inumanos que reprovam ao condenado a sua falta de humanidade.”
40 – Carregar a alma do pai.

Entrevista a Albert Camus

41 – Lucien Camus: Cemitério de Saint-Brieuc, morto na batalha do Marne.
42 – Louis Germain, o professor que descobre e “salva” Camus da sua condição
51 – Pobre, privado de férias, Camus trabalhava enquanto os camaradas de escola se banhavam.
57 – Camus escreve com o sangue.
63 – Dandy, “… ele sabe que a sua vida será curta.”
64 – “Atrás dos belos corpos (…) encontra-se a matéria negra do mundo.” 67 “O mundo é belo, e fora dele, não há salvação.”
72 – Nietzsche: “Nós temos a arte para não morrer da verdade.”
73 – Camus casa com Simone Hié
80 – Camus dirá “sim” somente ao que aumenta a vida. Quanto ao resto: revolta-se.
83 – Sofrer é amadurecer.
87 – “A filosofia foi, durante séculos, uma arte de viver, de viver bem, de viver melhor.” 88 Estoicismos de Nietzsche e de Camus.
90 – “Camus pode bem persistir em negar a origem autobiográfica de toda a escrita” 91 “Ter medo de morrer seria ter medo da vida.”
91 – ” … a doença é o que fazemos dela.”
92 – “Inventar novas possibilidades de existência. E vivê-las.”
94/95 – O filósofo artista. A arte.
96 – O grande “sim” deve ser um sim à vida.
97 – Filosofia francesa.
101 – A injustiça maior? A pobreza sem o sol.
109 – “Não há vergonha em ser feliz. Mas hoje o imbecil é rei, e chamo imbecil àquele que tem medo de desfrutar.
109 – “… monoteísmo que opõe Deus à natureza e portanto opõe Deus aos homens.”
110 – “… o ofício de homem (…) ser feliz.”
112 – Definição de pecado: “perder esta vida”.
115 – O dionisismo argelino é a solução para o nihilismo europeu.
120 – Jean Grenier (…) “não se coibindo de saber pelos outros aquilo que não se sabe por si mesmo…”
133 – Escrever para pensar e depois rasgar.
151 – A esquerda dionisíaca diz “sim”, (…) a esquerda do ressentimento diz “não”.
152 – Nietzsche prevê a deriva totalitária do comunismo.
153 – Camus é um homem de fidelidade e não de ressentimento
155 – Marx
157 – A amizade: “amar a todos é não amar ninguém” (o cristianismo)
160 – Espanha
164 – O artista é o antídoto da história.
166 – Ver Weber: a ética de convicção e a ética de responsabilidade.
167 – Camus viveu 30 anos sem cometer erros políticos e naqueles tempos houve tantas ocasiões para falhar.
171 – O teatro é o lugar da verdade, ainda mais do que o mundo.
183 – Camus é duas vezes condenado à morte: a sociedade não o quer nem como professor nem como soldado.
187 – “As ideias são o contrário do pensamento.”
191 – O super-homem é a antítese do nazi.
191 – Nietzsche é anti-antissemita.
193 – O soberano bem: a sabedoria

209 – Cala-te pulmão. O desejo de morrer (para deixar de sofrer de tuberculose) em Camus.
210 – As verdadeiras questões da vida. “Desde logo, que vale a vida? Deve-mos vivê-la? E se sim, porque razões? O suicídio é a …”
211 – “Nós não saimos do absurdo, façamos o que fizermos.”
212 – “…querer o querer que nos quer.”
212 – Só há um dever, o dever de amar, eis toda a moral para Camus.
214 – A Europa do terror.
224 – Sartre e os judeus peludos.
235 – O poder contido por uma ética define a ordem libertária.
239 – “Não se pode ser feliz sem os outros ou contra eles”.
240 – “A peste” começou para o seu autor (Camus) uma carreira de solidão”. R. Barthes
247 – Darwinismo de direita (esquerda) tem origem na pulsão de morte (vida) e define os liberais (libertários).
250 – A peste: o bacilo é ontológico e as razias são políticas.
258 – Cristo foi crucificado lutando contra o “Vaticano”.
259 – O resistente
277 – Camus não esconde os seus enganos para não alimentar a lenda.
281 – Porque sou anarquista
282 – Trotsky e a moral revolucionária (cinismo vulgar)
283 – Marx vs Camus
285 – A “imparcialidade” de Pio XII, o papa nazi.”Mein Kampf” nunca foi colocado no Index, todas as obras de Sartre e Beauvoir o foram; nenhum nazi foi excomungado, todos os comunistas o foram…
286 – “Todo o poder vem de Deus” (S. Paulo) Menos o poder comunista na URSS ou noutro lugar, claro!
288 – “O dinheiro tem deveres”, o colaboracionismo dos ricos.
292 – Avião para os deportados de honra.
295 – No fim da 2ª guerra mundial Camus vacila como abolacionista.
298 – A “rosetta”, “não a mereci”.
301 – O perdão.
305 – O bem e o mal: o perdão de Camus
305 – Brasillach
307 – Rebatet
308 – “… provocam a minha cólera: o nacionalismo, o colonialismo, a injustiça social e o absurdo do estado moderno,…”
312 – A fidelidade à Terra e à paixão pelo que é.
314 – Camus demorou apenas 23 meses para passar da visceralidade à razão depois do fim da barbárie nazi.
319 – Camus quer uma utopia relativa, deseja que ela defina o ainda não realizado mas que seja, apesar de tudo, realizável, e não um projecto messiânico fabricado segundo o princípio das religiões que prometem o paraíso sobre a Terra para AMANHÃ.
354 – O Marx dos manuscritos de 1844
375 – Marx não gostava da comuna de Paris por esta não ser suficientemente marxista.
386 – “Eu recuso energicamente ser considerado como um guia da classe trabalhadora.”
388 – Pensamento do meio dia: “… um gosto pela vida.”
393 – Camus “petit blanc” colonialista!!!
394 – Os métodos de argumentação da guerra fria.
417 – O jornalismo é o melhor ou o pior trabalho do mundo.
420 – O agradecimento, em 2009, de Sylvie Gomez, a Camus, na sua tese de doutoramento.
437 – “É preciso matar: abater um europeu”, Sartre
458 – Ao saber-se do prémio Nobel a imprensa cobre Camus de insultos.
460 – “Eu prefiro a minha mãe à justiça”: Esta frase iria matar Camus mas ele ainda não o sabia.
462 – Camus paga pela sua rectidão, a sua verticalidade, a justeza dos seus combates, ele paga pela sua honestidade, a sua paixão pela verdade, ele paga por ter sido resistente na hora em que muitos resistem tão pouco, ele paga pelos seus sucessos, as suas formidáveis vendas de livros, ele paga pelo seu talento, ele paga pelo seu Nobel, claro, ele paga por não ser corruptível. Ele paga por não ter necessidade de mentir traçando o seu caminho recto, ele paga pela sua juventude, beleza, o seu sucesso com as mulheres, ele paga porque a sua vida filosófica é um reparo à existência de tantos falsários, ele paga pela sua fidelidade à sua infância, ao meio dos homens pequenos de onde veio, ele paga por não ter traído nem vendido nada, ele paga por ser um filho de pobre e ter entrado no mundo dos bem nascidos, ele paga por ter escolhido a justiça, a liberdade e o povo num universo de intelectuais fascinados pela violência, a brutalidade e as ideias, ele paga por ter sido um autodidacta com sucesso, ele paga porque sendo o filho de uma mulher analfabeta, nunca deveria ter escrito os livros reservados aos eleitos bem nascidos (…)”
467/468 A tirania da libido.
472 – Charme é “uma maneira de ouvir a resposta SIM sem ter colocado uma questão clara.”
474 – “Porque seria preciso amar poucas vezes para amar muito”. Simone Hié
475 – Francine Camus foi esposa de um homem que gostava das mulheres – incluindo a sua.
477/478 – A culpa
483 – Camus vaidoso: “Na modéstia sou imbatível.”
485 – A falta (pagã), o egoísmo…
489 – Num mundo sem Deus a falta fica sem perdão.}
497 – A pena de morte apoia-se no erro ontológico do livre arbítrio.
497 – ” A pessoa humana está acima do estado.”
500 – 100 milhões de mortos devido ao comunismo.
501 – Germaine Tillion
505 – Nobel para a republica espanhola.
505 – Fé revolucionária.
506 – A ordem anarquista é a desordem dos bem pensantes.
510 – Vitória anarquista na Catalunya
521 – Peço “para ser lido com atenção”.
528 – Um estado anarquista.
529 – Eleições anarquistas.
529 – Capitalismo anarquista.
530 – O homem bom não surgirá da abolição da propriedade privada.
535 – Optimista, pelo homem.
536/537 Sartre, o canalha. (arrasador para Sartre)
540 – Camus nietzschiano de esquerda
541 – O pós anarquismo

4 pensamentos sobre “A ordem libertária, A vida filosófica de Albert Camus”

  1. Que eu saiba não foi traduzido e nunca o será…Mas há tradução em espanhol e em inglês.—Se tem alguma questão sobre Camus (sou camusiano) ou sobre o livro do Onfray, coloque-ma e tentarei responder.

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  2. Boa tarde Felix, Estou iniciando no \”camusianismo\” haha, e estou cada vez mais fascinada pela sua forma de pensar.Muitos consideram Camus um Niilista, mas eu acredito que esta afirmação está um pouco aquém da sua filosofia. Inclusive já li alguns resenhas que diziam que ele acreditava em algo \”além do niilismo\”… Eu, na minha humilde opinião, considero esta \”superação\” o anarcoindividualismo. O que você acha sobre isso?

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