As mulheres matam e matam muito

Eliane matou os dois filhos

As mulheres matam e matam muito. As primeiras vítimas de violência em Portugal são os idosos, li algures que 30% dos idosos apanham, o agressor é muitas vezes uma mulher; as segundas vítimas são as crianças, 20%?, o agressor é normalmente uma mulher – é lendária a agressão edipiana entre mães e filhas; só depois aparece a pseudo-violência de género, cerca de 10% das mulheres apanham do companheiro/marido, 2% dos homens apanham da companheira/esposa, nos casais gays a violência é superior, logo não há violência de género e sim violência doméstica.
Senhoras: Acabem com a hipocrisia. 
A violência combate-se como um todo e não privilegiando umas vítimas (as mulheres), colocando aí o foco mediático, em detrimento de outras (idosos, crianças e homens).

P.S.: A propósito da notícia “Polícia foi chamada três vezes à casa de mãe que matou os filhos

P.P.S.: Eliane é nome de brasileira, se o é seria a 3ª brasileira a matar os filhos nos últimos meses em Portugal, das anteriores uma suicidou-se a outra não, as 3 sofriam depressões severas. 

3 pensamentos sobre “As mulheres matam e matam muito”

  1. é muito fácil explicar porque as mulheres são as agressoras mais frequentesd de idosos: são elas que, na maioria das vezes, ficam encarregadas de cuidar deles. O mesmo acontece em relação aos filhos maiores, mas duvido um pouco dessa estatística, o abuso sexual geralmente é feita por um adulto do sexo masculino.Sobre o puerpério, as alterações hormonais podem levar a mulher a diferentes níveis de depressão pós parto. E sobre informar que a mulher que matou os filhos é brasileira e que já foi a terceira dessa nacionalidade nos últimos meses, não dá vontade nem de comentar, mas me vejo na obrigação…estatísticas porcas e preconceituosas de reportagens de quinta categoria…. nos últimos meses? quantos?e quantas mulheres portuguesas já também cometeram infanticídio nos mesmos últimos meses?qual essa proporção? e, num nível global, comparando mulheres de todas as nacionalidades, onde a porcentagem de infanticidio é maior: dentre aquelas que vivem fora de seu país, ou daquelas que vivem no país onde cresceram? É preciso muito cuidado ao tentar se definir os fatores desse tipo de distúrbio e mais cautela ainda para não relacionar estes fatores a minorias que já sofrem preconceito.

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  2. Portugal é um dos países do mundo com menos homicídios per capita, aqui um homicídio é capa de jornal, de um popular em particular, o Correio da Manhã.Em Portugal há menos de dois homicídios por semana, por exemplo na maior cidade, Lisboa, em 2005, a toda a região metropolitana, com pouco mais de dois milhões de habitantes, registou 15 assassinatos e, no ano seguinte, 17.E dos 3 infanticídios que houve foram todas mães brasileiras que devem corresponder a menos de 100.000, ou seja menos de 2% de todas as mães…—Aqui se protege as minorias e não se mostra a cara dos acusados, sobretudo se ficam vivos. Mas eu tenho uma estranha intuição: mais de metade dos crimes violentos são cometidos por estrangeiros e estes correspondem a menos de 10% da população. É uma estranha intuição…

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  3. As minorias, em qualquer lugar do mundo, tendem a cometer mais crimes. Geralmente quem sai do próprio país o faz por necessidade. Antes de realizar qualquer comparação de um certo tipo de crime a certo grupo, deve-se estudar os aspectos socioeconômicos que envolvem sua realidade . E é preciso tomar muito cuidado com nossas \”intuições. Elas podem nos levar ao preconceito sem que percebamos.Um livro que esclarece muito sobre essa relação entre minorias e criminalidade é o \” white collar crime\” de Edwin Sutheiland. Obrigada pela possibilidade de debater esse tema aqui.

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