Sobram cardos e flores;
no meu navegas tu
sempre jovem, sempre bela;
Um fiozinho de sangue oscuro
a correr-te pelo pescoço
e sei que já não és daqui,
deitada, deixaste de ser minha…
– um vestido amarelo com margaridas.
Ali, naquele chão de elefantes,
soube que te procuraria sempre
para te encontrar por vezes
até me cansar algum dia de me perder tanto de ti
e então me perder de tudo o resto.
Lisboa, 30 de Junho de 2013


A poesia, a paixão… A melancolia sempre retrata um amor escondido no peito…Teima o coração em guardá-lo, a despeito dos nossos esforços ou não em apagá-lo. Lindos versos!! Entretanto, acredito que quando nos perdemos de “tudo o resto”, ah… aí sim, nos encontramos de verdade.
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