Peidon Eros – 17 anos

No coração da noite

Sobram cardos e flores;

no meu navegas tu

sempre jovem, sempre bela;

Um fiozinho de sangue oscuro

a correr-te pelo pescoço

e sei que já não és daqui,

deitada,  deixaste de ser minha…

– um vestido amarelo com margaridas.

Ali, naquele chão de elefantes,

soube que te procuraria sempre

para te encontrar por vezes

até me cansar algum dia de me perder tanto de ti

e então me perder de tudo o resto.

Lisboa, 30 de Junho de 2013

Um pensamento sobre “Peidon Eros – 17 anos”

  1. A poesia, a paixão… A melancolia sempre retrata um amor escondido no peito…Teima o coração em guardá-lo, a despeito dos nossos esforços ou não em apagá-lo. Lindos versos!! Entretanto, acredito que quando nos perdemos de “tudo o resto”, ah… aí sim, nos encontramos de verdade.

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